Patologias do Ombro

Artrose no Ombro: Causas, Fatores de Risco e Como Tratar

Entenda o que é artrose no ombro, sinais característicos e tratamentos que realmente ajudam.

Com o desgaste da cartilagem do ombro, tarefas simples passam a doer. Levantar o braço, alcançar um objeto no alto, vestir uma camiseta ou deitar sobre o lado afetado pode se tornar cada vez mais incômodo.

Esse quadro é chamado de artrose no ombro, ou osteoartrite do ombro. Em geral, ele evolui aos poucos e costuma causar dor, rigidez e perda de movimento, principalmente com o passar dos anos ou depois de lesões antigas.

O que é artrose no ombro?

A artrose no ombro acontece quando a cartilagem que reveste a articulação perde qualidade e se desgasta. Com menos proteção, o atrito aumenta, a movimentação fica pior e a dor tende a aparecer com mais frequência.

Avaliação cirúrgica

Seu caso pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Thiago Caixeta é especialista em cirurgia de ombro e cotovelo em Goiânia (CRM-GO 1329 · RQE 8070). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos de ombro e cotovelo. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

O ombro tem mais de uma articulação importante. A artrose pode afetar a articulação glenoumeral, gerando sintomas mais marcantes, ou a articulação acromioclavicular, na parte de cima do ombro.

Principais sintomas

Os sinais nem sempre aparecem de uma vez. Na maioria dos casos, o desconforto começa leve e vai ficando mais constante com o tempo.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor no ombro ao levantar o braço ou fazer esforço;
  • Rigidez, principalmente após repouso;
  • Perda de amplitude de movimento;
  • Estalos, clique ou sensação de rangido;
  • Dor noturna, sobretudo ao deitar sobre o lado afetado;
  • Fraqueza para atividades do dia a dia.

Em fases mais avançadas, o ombro pode perder bastante função, atrapalhando tarefas comuns, como pentear o cabelo, alcançar uma prateleira ou colocar a mão nas costas.

Onde a dor aparece?

A localização da dor pode dar pistas sobre a articulação afetada. Quando o problema está mais ligado à articulação glenoumeral, a dor é mais profunda e pode ser sentida na parte de trás ou mais para o lado do ombro.

Quando a artrose está na articulação acromioclavicular, a dor fica mais no topo do ombro. Em algumas pessoas, ela pode irradiar para a lateral do pescoço.

Causas e fatores de risco

Nem sempre existe uma causa única. Em algumas pessoas, a artrose aparece de forma mais ligada ao envelhecimento e à predisposição individual, enquanto em outras, ela surge depois de um problema anterior no ombro.

A artrose no ombro pode ter ligação com envelhecimento, tendência familiar, esforço repetido e traumas antigos.

Fraturas, luxações que se repetem e problemas no manguito rotador também aumentam a sobrecarga na articulação e favorecem o desgaste da cartilagem.

Artrose primária e secundária

A artrose primária é aquela que aparece sem um gatilho único bem definido, mais relacionada à idade, ao sexo e a fatores genéticos.

Já a artrose secundária acontece quando existe uma causa mais clara por trás do desgaste. É o caso de ombros que já sofreram trauma, instabilidade, infecção, doença inflamatória ou lesões tendíneas importantes.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa pela conversa com o paciente. O médico avalia há quanto tempo a dor existe, quais movimentos pioram o quadro, se houve trauma anterior e quanto isso já interfere no sono, no trabalho e na rotina.

Depois, vem o exame físico. Nessa etapa, são observados dor à palpação, força, crepitação e limitação da amplitude de movimento, sempre comparando com o outro lado.

Quais exames são pedidos?

Na maior parte dos casos, a radiografia é o primeiro exame, pois ajuda a mostrar redução do espaço articular, osteófitos, deformidades ósseas e outros sinais de desgaste.

Quando há dúvida diagnóstica, suspeita de lesão do manguito rotador ou necessidade de planejar melhor o tratamento, o médico pode pedir ressonância magnética, tomografia ou ultrassonografia.

Como tratar

O ortopedista especialista em ombro e cotovelo com foco em mobilidade qualidade de vida define o tratamento conforme a intensidade da dor, a perda de movimento e a articulação atingida.

Também entra na avaliação o impacto do problema na rotina: sono prejudicado, dificuldade para trabalhar, dor ao levantar o braço e limitação em tarefas simples do dia a dia.

A artrose não desaparece, mas pode ser controlada. O tratamento busca reduzir a dor, manter o ombro funcional e diminuir a velocidade de progressão do desgaste, quando isso ainda é possível.

Tratamento sem cirurgia

Na maioria das vezes, o primeiro passo é o tratamento conservador, o qual combina mais de uma medida ao mesmo tempo.

As opções mais usadas são:

  • Ajuste das atividades que pioram a dor;
  • Analgésicos e anti-inflamatórios com orientação médica;
  • Fisioterapia para mobilidade, força e controle do movimento;
  • Gelo ou calor, conforme a resposta de cada pessoa;
  • Exercícios orientados para o ombro e a escápula;
  • Infiltração em casos selecionados.

A fisioterapia tem papel central. Ela ajuda a recuperar movimento, melhorar o padrão de uso do ombro e fortalecer a musculatura ao redor da articulação, o que ajuda a reduzir a sobrecarga.

Quando a cirurgia pode ser indicada?

A cirurgia é pensada quando a dor continua forte, a função segue limitada e o tratamento conservador já foi bem tentado, mas não trouxe melhora suficiente.

Em geral, pesa ainda mais quando o paciente passa a ter dor frequente à noite ou dificuldade importante para atividades básicas.

Também importa o estado dos tendões do manguito rotador, o grau de desgaste e o padrão da deformidade óssea. Por isso, a decisão cirúrgica nunca deve ser tomada só pelo exame de imagem.

Quais cirurgias podem ser usadas?

A artroscopia pode ter espaço em casos bem selecionados, principalmente quando a artrose ainda é mais leve e há necessidade de tratar corpos soltos, inflamação ou outras alterações associadas.

Nos casos avançados, a cirurgia mais consolidada é a artroplastia, ou prótese de ombro. Ela pode ser anatômica ou reversa, e a escolha depende do desgaste da articulação e da condição do manguito rotador.

O que pode piorar a artrose?

Alguns hábitos aumentam o desconforto e aceleram a perda de função. O principal deles é insistir em movimentos que provocam dor repetidamente, sem ajuste de carga e sem orientação adequada.

Também podem piorar o quadro o sedentarismo completo, a perda de força muscular, o retorno precoce a esforço pesado e o atraso no cuidado de lesões do ombro.

Ficar parado demais endurece a articulação, mas exagerar na carga também piora.

Dá para prevenir?

Nem toda artrose pode ser evitada, mas dá para reduzir risco e progressão. A prevenção é mais realista quando o foco está em proteger a articulação e manter o ombro funcionando bem ao longo do tempo.

Algumas medidas ajudam:

  1. Tratar lesões do ombro de forma correta.
  2. Fortalecer ombro, escápula e manguito rotador.
  3. Evitar sobrecarga repetitiva sem preparo.
  4. Manter boa mobilidade e postura no dia a dia.
  5. Controlar doenças inflamatórias quando existirem.
  6. Manter peso e hábitos de vida saudáveis.

Prevenção não significa zerar a chance de artrose, e sim dar ao ombro melhores condições para envelhecer com menos dor e mais função.

Quando procurar avaliação médica?

Dor no ombro por alguns dias após esforço pode acontecer. O problema é quando ela começa a voltar sempre, limita seus movimentos ou atrapalha o sono.

Vale procurar avaliação quando houver:

  • Dor persistente por semanas;
  • Perda clara de mobilidade;
  • Estalos com dor e rigidez crescente;
  • Dificuldade para levantar o braço;
  • Piora progressiva da função;
  • Dor após trauma, febre ou inchaço importante.

Esses sinais não confirmam artrose sozinhos, mas mostram que o ombro merece uma investigação adequada.

Perguntas frequentes

Artrose no ombro tem cura?

A artrose no ombro não é revertida, já que o desgaste da cartilagem não volta ao normal. Mesmo assim, a dor e a perda de movimento podem ser controladas com tratamento adequado. O foco é manter o ombro funcional, reduzir crises dolorosas e evitar que a limitação avance mais rápido.

Quem tem artrose no ombro pode fazer fisioterapia?

Sim. A fisioterapia é uma das principais partes do tratamento, principalmente nos casos leves e moderados. Os exercícios ajudam a melhorar a mobilidade, fortalecer a musculatura ao redor do ombro e reduzir a sobrecarga na articulação. O ideal é que o plano seja orientado por um profissional, respeitando dor, rigidez e grau de desgaste.

Artrose no ombro sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitos pacientes melhoram com ajuste de atividades, medicamentos orientados pelo médico, fisioterapia e, em alguns casos, infiltrações. A cirurgia entra na conversa quando a dor continua forte, o sono fica prejudicado e as tarefas básicas seguem difíceis mesmo após tratamento bem conduzido.

Qual exame mostra artrose?

A radiografia geralmente é o primeiro exame pedido, pois mostra sinais de desgaste, redução do espaço articular, osteófitos e deformidades ósseas. A ressonância magnética, a tomografia ou a ultrassonografia podem ser solicitadas quando há dúvida no diagnóstico, suspeita de lesão associada ou necessidade de planejar melhor o tratamento.

Avaliação cirúrgica

Seu caso pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Thiago Caixeta é especialista em cirurgia de ombro e cotovelo em Goiânia (CRM-GO 1329 · RQE 8070). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos de ombro e cotovelo. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

Dr. Thiago Caixeta

Especialista em cirurgia minimamente invasiva de ombro e cotovelo em Goiânia, CRM/GO 1329, RQE 8070. Membro da SBOT, SBCOC, SBRATE e SLARD.

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