Como é Colocada a Prótese no Ombro?
Entenda como é colocada a prótese no ombro e o que esperar depois da cirurgia.
A pergunta sobre como é colocada a prótese no ombro aparece com frequência no consultório. E é compreensível, afinal, antes da cirurgia, é normal querer saber o que vai acontecer no centro cirúrgico.
Na artroplastia do ombro, o cirurgião retira as áreas da articulação que já perderam função, como partes gastas, deformadas ou muito danificadas. Depois, essas regiões são substituídas por peças artificiais.
A cirurgia busca aliviar a dor e devolver mais movimento ao braço quando fisioterapia, remédios e infiltrações já não trazem melhora suficiente.
Seu caso pode ter indicação de cirurgia?
O Dr. Thiago Caixeta é especialista em cirurgia de ombro e cotovelo em Goiânia (CRM-GO 1329 · RQE 8070). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.
Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos de ombro e cotovelo. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.A forma exata da cirurgia muda de paciente para paciente, porque o planejamento depende da doença de base, da qualidade do osso, do estado do manguito rotador e do tipo de implante escolhido.
O que é a prótese do ombro
A prótese do ombro substitui parte ou toda a articulação entre a cabeça do úmero e a glenoide, que é a cavidade da escápula.
Esses componentes combinam metal e polietileno médico, material resistente usado para criar uma superfície de deslizamento mais estável.
Na prática, significa trocar uma articulação dolorosa e rígida por outra pensada para funcionar melhor. Quando a indicação é bem feita e a reabilitação é seguida, o procedimento melhora a dor, movimento e qualidade de vida.
Quando a cirurgia é indicada
A prótese não é a primeira opção para qualquer dor no ombro. Ela é considerada quando há lesão importante da articulação e limitação real da rotina.
As situações mais comuns são:
- Artrose avançada do ombro;
- Fraturas complexas da parte proximal do úmero;
- Artropatia do manguito rotador;
- Lesões irreparáveis do manguito rotador, em casos selecionados;
- Falha de cirurgias anteriores ou desgaste importante após outros tratamentos.
Em muitos casos, o paciente relata dificuldade para tarefas simples, como pentear o cabelo, alcançar uma prateleira ou vestir uma camisa. Quando a dor é constante e o ombro perde função, a artroplastia passa a ser considerada.
Quais tipos de prótese existem
Nem toda prótese de ombro é igual. O tipo ideal depende da anatomia do paciente e do problema que levou à cirurgia.
Prótese parcial
Substitui apenas a cabeça do úmero. Pode ser uma opção quando essa parte está comprometida, mas a glenoide ainda está relativamente preservada.
Prótese total anatômica
Troca a cabeça do úmero e também a superfície da glenoide. É indicada quando há desgaste articular importante e o manguito rotador ainda consegue funcionar de forma adequada.
Prótese reversa
É a mais lembrada nos casos de lesão extensa e irreparável do manguito rotador. Na prótese reversa, a biomecânica do ombro é modificada para que o músculo deltoide assuma boa parte do trabalho de elevar o braço.
Como o cirurgião decide qual prótese usar
A escolha não é feita só pelo nome da doença.
O ortopedista especialista em ombro e cotovelo referência em cirurgias complexas em Goiânia considera o exame físico, radiografias e, em muitos casos, tomografia ou ressonância para entender o formato do osso, a posição da glenoide e o estado dos tendões.
Hoje, alguns serviços também usam planejamento pré-operatório com reconstrução em 3D. Esse recurso ajuda a prever o melhor posicionamento dos componentes, escolher tamanhos e reduzir surpresas durante a cirurgia.
Como é colocada a prótese no ombro?
A cirurgia é feita em hospital, com anestesia definida pela equipe médica, muitas vezes combinando anestesia geral com bloqueio regional para melhorar o controle da dor no começo do pós-operatório.
O paciente é colocado em posição semissentada, que facilita o acesso à articulação.
Embora cada caso tenha detalhes próprios, o passo a passo segue esta lógica:
- O cirurgião faz uma incisão na frente ou na parte superior do ombro.
- A articulação é exposta com cuidado para preservar tecidos importantes.
- As áreas ósseas e cartilaginosas danificadas são removidas.
- O úmero é preparado para receber a haste ou o componente correspondente.
- Quando necessário, a glenoide também é preparada para receber sua peça.
- Os componentes são colocados, com ou sem cimento ósseo, conforme o caso.
- A estabilidade e a mobilidade são testadas antes do fechamento.
- A ferida é fechada e o braço sai protegido em tipoia.
Em uma prótese reversa, a lógica muda um pouco. A esfera passa para o lado da glenoide, e a cavidade protética fica no úmero.
Essa inversão permite que o deltoide ajude a levantar o braço quando o manguito rotador já não consegue fazer esse trabalho direito.
O que esperar logo depois da cirurgia
O pós-operatório começa ainda no hospital, com controle de dor, gelo, curativo e orientação para os primeiros movimentos permitidos.
Alguns pacientes têm alta no mesmo dia, enquanto outros passam uma noite internados ou ficam mais tempo, dependendo da complexidade da cirurgia e das condições clínicas.
Nas primeiras horas, é comum sentir o ombro pesado, dor moderada e certa dormência temporária se foi feito bloqueio, mas isso não significa problema, mas deve sempre ser acompanhado pela equipe.
Quais cuidados fazem diferença no resultado
O sucesso da cirurgia não depende só do implante. O comportamento do paciente no pós-operatório pesa muito no resultado final.
Os cuidados mais importantes são:
- Usar a tipoia pelo tempo orientado.
- Fazer a fisioterapia no ritmo certo, sem pular etapas.
- Evitar levantar peso cedo demais.
- Não fazer movimentos bruscos ou extremos sem liberação.
- Manter o retorno com o cirurgião e repetir exames quando solicitado.
Outro ponto importante é ter ajuda em casa no começo. Coisas simples, como vestir roupa, tomar banho, preparar comida e dirigir, podem exigir apoio temporário.
Quais riscos e sinais de alerta merecem atenção
Como toda cirurgia, a prótese de ombro tem riscos. Os principais incluem infecção, sangramento, lesão nervosa, fratura ao redor do implante, soltura dos componentes e instabilidade ou luxação da prótese.
Nem todo desconforto significa complicação, no entanto, alguns sinais merecem contato rápido com a equipe:
- Febre persistente;
- Saída de secreção pela ferida;
- Vermelhidão que piora;
- Dor que foge do esperado;
- Mão muito fria, escura ou inchada;
- Dormência intensa que não melhora;
- Sensação de que o ombro saiu do lugar.
O que vale perguntar ao cirurgião antes da operação
Uma boa consulta pré-operatória reduz a ansiedade e ajuda a criar expectativas mais realistas. Algumas perguntas são bem úteis:
- Qual é o tipo de prótese indicado para o meu caso?
- Por que essa opção é melhor do que as outras?
- Quanto tempo devo usar tipoia?
- Quando começo a fisioterapia?
- Quando posso dirigir, trabalhar e dormir sem tanta limitação?
- Quais resultados são esperados no meu caso, e não em um caso ideal?
Essas perguntas parecem simples, mas ajudam a transformar a cirurgia em um processo mais claro e menos assustador.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura a cirurgia para colocar prótese no ombro?
O tempo varia conforme o tipo de prótese, a gravidade do desgaste e a complexidade do caso. Em geral, a artroplastia do ombro exige planejamento cuidadoso, preparo do osso e testes de estabilidade antes do fechamento da cirurgia.
A prótese no ombro dói muito depois da cirurgia?
É esperado sentir dor nos primeiros dias, principalmente durante a fase inicial de cicatrização. A equipe médica usa medicações, gelo, tipoia e, em alguns casos, bloqueio regional para controlar melhor esse desconforto.
Qual é a diferença entre prótese anatômica e prótese reversa?
A prótese anatômica tenta reproduzir a forma natural do ombro e depende de tendões funcionais, especialmente do manguito rotador. Já a prótese reversa muda a mecânica da articulação e passa a depender mais do músculo deltoide para levantar o braço.
Quando começa a fisioterapia depois da prótese no ombro?
A fisioterapia começa no período indicado pelo cirurgião, conforme o tipo de prótese e a segurança dos tecidos reparados. Nos primeiros dias, os movimentos devem ser mais protegidos. Com a evolução, o trabalho passa a focar ganho de movimento, força e função.
Seu caso pode ter indicação de cirurgia?
O Dr. Thiago Caixeta é especialista em cirurgia de ombro e cotovelo em Goiânia (CRM-GO 1329 · RQE 8070). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.
Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos de ombro e cotovelo. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

