Tratamentos e Procedimentos

Ombro Deslocado Precisa De Cirurgia?

Descubra quando o ombro deslocado precisa de cirurgia, como é o tratamento e o que define a melhor conduta médica.

A dúvida se um ombro deslocado precisa de cirurgia aparece com frequência no consultório, principalmente após o primeiro episódio de luxação.

A resposta não é única, pois depende do tipo de luxação, do perfil do paciente, das lesões associadas e do risco de novas ocorrências.

O deslocamento do ombro ocorre quando a cabeça do úmero perde o contato com a glenoide. Como essa é a articulação mais móvel do corpo, também se torna uma das mais instáveis.

Entender quando operar evita dor crônica, novas luxações e perda funcional.

O que é a luxação do ombro

A luxação do ombro pode acontecer após quedas, acidentes esportivos ou traumas diretos.

Em alguns pacientes, surge mesmo sem impacto relevante, relacionada à frouxidão ligamentar. A forma mais comum é a luxação anterior, embora existam luxações posteriores e inferiores.

No momento da lesão, a dor costuma ser intensa, acompanhada de deformidade visível, limitação importante do movimento e sensação clara de que o ombro saiu do lugar.

Quando o deslocamento no não precisa de cirurgia

Nem todo ombro deslocado exige tratamento cirúrgico.

Em casos isolados, sem lesões ligamentares extensas, sem defeitos ósseos e em pacientes com menor demanda física, o tratamento conservador pode funcionar.

A abordagem envolve redução da luxação, uso temporário de tipoia, controle da dor e reabilitação com fisioterapia focada em fortalecimento e controle muscular.

Em pacientes mais velhos ou sem prática esportiva intensa, essa terapêutica pode ser suficiente.

Quando o ombro deslocado precisa de cirurgia

A cirurgia passa a ser indicada quando há recorrência das luxações ou risco elevado de novos episódios.

Pacientes jovens, atletas e pessoas com alta exigência funcional apresentam taxas altas de recidiva quando tratados apenas com fisioterapia.

Lesões como Bankart, Hill-Sachs significativa, falha ligamentar ou desgaste ósseo da glenoide aumentam a instabilidade. Nesses cenários, operar reduz drasticamente a chance de o ombro voltar a sair do lugar.

Nesses casos, consultar um especialista em ombro e cotovelo traz mais clareza sobre o problema e ajuda a definir a conduta correta com base em exames e no perfil do paciente.

Exames que definem a necessidade de cirurgia

O planejamento cirúrgico depende de avaliação clínica detalhada e exames de imagem.

  • A ressonância magnética identifica lesões labrais, capsulares e tendíneas.
  • A tomografia é solicitada quando há suspeita de defeitos ósseos relevantes.

Essas informações permitem escolher a técnica adequada e prever o risco de falha do tratamento conservador.

Como é a cirurgia

Na maior parte das situações, a cirurgia é realizada por artroscopia. É uma abordagem minimamente invasiva, com pequenas incisões, uso de câmera e instrumentos próprios.

No ato cirúrgico, os ligamentos são fixados novamente ao osso com auxílio de âncoras. Esse método devolve a estabilidade da articulação e apresenta taxa de sucesso acima de 90% quando bem indicado.

Em situações com grande perda óssea, procedimentos como o Latarjet podem ser necessários, utilizando enxerto ósseo para ampliar a superfície articular e impedir novas luxações.

Pós-operatório e tempo de recuperação

Após o procedimento, o braço fica imobilizado por aproximadamente quatro semanas. Esse período é importante para proteger a reparação realizada.

A fisioterapia começa de forma gradual. O foco inicial é recuperar a mobilidade e melhorar o controle muscular, respeitando o tempo de cicatrização.

O fortalecimento normalmente começa após oito semanas. Atividades esportivas com uso intenso dos membros superiores são liberadas em torno de cinco a seis meses, respeitando a evolução individual.

FAQs

Todo ombro deslocado precisa de cirurgia?

Não. Casos isolados e sem lesões importantes podem evoluir bem sem cirurgia.

Quantas luxações indicam cirurgia?

Dois ou mais episódios aumentam bastante a indicação cirúrgica.

Jovens têm mais chance de precisar operar?

Sim. A taxa de recidiva é mais alta em pacientes jovens e atletas.

A artroscopia resolve definitivamente?

Na maioria dos casos, sim, desde que bem indicada e com reabilitação adequada.

Quem define o melhor tratamento?

A decisão deve ser feita após avaliação médica especializada e análise dos exames.

Dr. Thiago Caixeta

Especialista em cirurgia minimamente invasiva de ombro e cotovelo em Goiânia, CRM/GO 1329, RQE 8070. Membro da SBOT, SBCOC, SBRATE e SLARD.

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